Exposição dos produtos
Vitrine não é estoque. Pode parecer óbvio, mas é bom deixar claro: vitrine não é o estoque. Por isso, nada de aproveitar cada milímetro do espaço para colocar produtos. Dez em dez especialistas dizem que o excesso de produtos é o erro mais comum na vitrine. Produtos em demasia só criam poluição visual. E a percepção visual fica prejudicada quando muitos elementos se misturam. Portanto, siga uma regra básica na arquitetura: menos é mais.
Se a intenção é expor um grande número de produtos, o mais correto é dividi-los em pequenos grupos (nichos) e diminuir o tempo de exposição de cada grupo.
Como selecionar os produtos
Apenas os produtos mais estratégicos para a empresa devem ir para a vitrine. Os produtos devem ser selecionados levando-se em conta o perfil da loja, de seus clientes e público-alvo. Um erro comum, sobretudo em óptica, é usar a vitrine para expor toda uma coleção de determinada grife ou estilista. O mais indicado é escolher um ou dois modelos que mais se identificam com aquele estilista, com aquela marca. Isso ajuda no item anterior: evitar excesso.
Periodicidade
Assunto complexo, a vida útil da vitrine varia muito em função de tudo que a envolve (localização, tipo visual, perfil da loja, tipo de cliente, etc). Não há uma regra, mas é preciso ter em mente que a exposição de um mesmo visual satura muito rapidamente o cliente. A segunda vez que ele olhar para a vitrine jamais causará o mesmo impacto que a primeira. Por isso, diz-se que as vitrines são “efêmeras”.
Os especialistas recomendam que uma vitrine não fique mais de 15 a 30 dias sem alteração. Mesmo nesse intervalo, a recomendação é ir trocando produtos.
Distribuição dos produtos – Os objetos mais percebidos pelos consumidores são aqueles colocados a 1,60m do piso da vitrine.O ideal é deixar os produtos ligeiramente abaixo da linha de visão do consumidor. Produtos no chão tendem a ser desvalorizados.
Nas vitrines maiores, para evitar a continuidade de informação visual é interessante intercalar expositores de diferentes alturas.
Considerações finais
- Vitrine sozinha não vende
É importante lembrar que, apesar de essencial, a vitrine não pode jamais ser a única responsável por fisgar o cliente e fazê-lo comprar. Não adianta entupir a vitrine de produtos e nem deixá-la magnífica achando que isso fará esgotar os estoques. A vitrine levanta a bola, fazendo com que o consumidor seja atraído e entre na loja.
Mas a partir desse ponto, a bola está com os vendedores, com o pessoal do atendimento. Atenção, simpatia, técnica, treinamento e muito profissionalismo serão os pontos essenciais para a concretização da venda.
- Visual da loja influencia
Além da vitrine, o ambiente interno e o layout da loja também precisam ser trabalhados para que as vendas se concretizem a partir da sedução exercida pela vitrine. Por isso, a vitrine deve ter uma identidade visual condizente com a identificação corporativa do restante da empresa e de seu público.
Você deve ficar atento a vários fatores, que vão desde a disposição física dos itens que compõem a planta da loja, a organização dos equipamentos, móveis, até a facilidade na circulação dos clientes, pintura, paredes e pisos internos. Tudo isso conta.
- Criatividade antes de tudo
Em suma, o ideal mesmo é contratar um profissional especialista (principalmente para os lojistas que não têm tempo de dedicar atenção especial às vitrines). No entanto, nem sempre há recursos.
Além disso, nem sempre também grandes investimentos representam boas idéias ou são garantia de sucesso. Muitas vezes, vitrines criativas são feitas com materiais de baixo custo.
Portanto, o mais importante para uma boa vitrine
- além de observar os critérios básicos - é o bom senso e a criatividade. Mãos à obra e boas vendas!
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