Evento em Curitiba dá início um debate sobre metas globais para conservação
“Mensagem do Secretário-Geral da ONU para o Ano Internacional da Diversidade Biológica - 2010”
As Nações Unidas declararam 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade. É uma celebração da vida na Terra e do valor da biodiversidade para a nossa vida. O mundo está convidado a tomar medidas para 2010 para garantir a variedade da vida sobre a Terra: a biodiversidade
Aconteceu no dia 07 de janeiro 2010, no parque Barigui de Curitiba (PR), um dos eventos que abrirá oficialmente o
Ano Internacional da Biodiversidade, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para chamar sobre a perda de animais e plantas provocada pela ocupação desregrada de áreas naturais, exploração predatória de recursos da natureza e poluição. Conforme a Convenção sobre a Diversidade Biológica, a taxa de perda de espécies chega a cem vezes à da extinção natural, e cresce exponencialmente.
Tentando ao menos reduzir o tamanho do problema, em 2002 a convenção propôs metas a serem alcançadas até o fim deste ano, com o comprometimento de vários países, incluindo o Brasil, como ampliar a rede de unidades de conservação e o conhecimento sobre as espécies que abriga. Por exemplo, a última lista oficial da flora brasileira é de 1908.
Nos moldes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), realizada em dezembro passado em Copenhague (Dinamarca), a COP da biodiversidade tem encontro marcado para outubro de 2010 na cidade japonesa de Nagoya. O encontro avaliará os resultados das ações assumidas há oito anos para preservar a biodiversidade planetária.
O secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas, Fábio Feldmann, defendeu hoje durante o 6° Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC) que o mundo tenha um painel científico intergovernamental para a área de biodiversidade, nos mesmos moldes do IPCC, que reúne as melhores informações disponíveis para alertar a humanidade sobre os perigos e necessidade de ações frente ao aquecimento do planeta.
“Temos que lutar por um IPCC da biodiversidade, para divulgar o estado da arte do conhecimento científico sobre esse assunto”, disse.
Para o ex-deputado, a evolução dos debates ambientais mostra que alterações do clima e conservação da diversidade biológica são temas que devem ser discutidos lado a lado, como ocorre pela primeira vez no CBUC.
Não reconhecer essa necessidade pulveriza os esforços necessários para avanço nas duas agendas, atreladas às convenções climática e da biodiversidade das Nações Unidas.
“Tenho defendido a sinergia das convenções há muitos anos. Em países como o Brasil, detentor de grande biodiversidade, acho difícil não promover isso, mas existem muitas barreiras culturais, ainda dividindo quem debate clima e conservação”, comentou.
Esse meio-de-campo embolado também provoca distorções como a que ocorre no tratamento da proteção da Camada de Ozônio. Alguns gases substitutos dos clorofluorcarbonos, usados antigamente em geladeiras e outros equipamentos, têm alto poder no aumento da temperatura global, mas o tema foi tratado por vários anos exclusivamente pela Convenção de Viena e pelo Protocolo de Montreal.
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