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Feldmann também lembrou que o Brasil terá sua própria versão do chamada Relatório Stern, originalmente elaborado por um ex-economista chefe do Banco Mundial para mostrar os custos da inação contra o aquecimento global.

Além de apontar que a cultura da cana pode ser a grande beneficiária do aumento da temperatura, o ambientalista destacou que o documento será fundamental para indicar os caminhos da sociedade nos anos que virão.

“O país está entusiasmadíssimo com o pré-sal, partindo para a exploração de petróleo na contra-mão da história e mudando sua geopolítica com a possível associação à organização dos exportadores de petróleo. Mas o desafio real é decidir entre as visões de que o planeta tem capacidade infinita de aceitar poluição e extração de recursos naturais e a de que aponta para uma sociedade e economia com baixa intensidade nas emissões de carbono. É muito difícil colocar esses temas para nossos políticos”, disse.

Engajado nos debates para aprovação de uma política do clima para São Paulo, estado com PIB semelhante ao da Argentina, Feldmann defende metas ambiciosas para a legislação: uma redução de 20% nas emissões até 2020, com base na poluição registrada em 2005. “Metas são um passaporte para a inovação tecnológica e econômica, não uma punição, como a maior parte das pessoas as encara”, arrematou.

Proteger ao menos dez em cada cem hectares do Pantanal, do Cerrado, da zona marinha e de outros biomas. Esse é compromisso do Brasil junto às Nações Unidas.

O prazo se encerra em menos de dois anos. Na Amazônia, a situação é favorável, enquanto outras regiões estão praticamente abandonadas.

O rombo tem o tamanho da Bahia. Índices e privilégio da floresta são criticados por especialistas.

O país assinou a Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas (CDB) em junho de 1992 e uma de suas metas mais relevantes aponta para a conservação de, ao menos, 10% das “regiões ecológicas” do planeta em parques, reservas biológicas, áreas de proteção ambiental e afins. A medida foi reforçada pelo Ministério do Meio Ambiente em janeiro de 2007.

Tudo é atrelado à sobrevivência de inúmeras espécies de animais e de plantas, da chamada biodiversidade, e a manutenção de serviços ambientais como fornecimento de água e matérias-primas e regulação do clima.

Todavia, as 300 áreas protegidas federais e as mais de 400 unidades estaduais reconhecidas por lei, são insuficientes para quitar os débitos nacionais em temos de conservação. Confira na próxima página a tabela preparada por O Eco com a situação das áreas protegidas no país.


Unidades de conservação municipais e reservas particulares ficaram de fora, pois ainda somam muito pouco em área. Excetuando-se a grande floresta ao norte do país, a situação é grave em todos os biomas. Os déficits
somados chegam a 538 mil quilômetros quadrados (Km2), ou quase o tamanho da Bahia.

Esse rombo do tamanho de um estado se encontra
principalmente na Zona Costeira, seguida pelo Cerrado, Pantanal, Pampa, Caatinga e Mata Atlântica, que nem teria florestas suficientes para compor 10% de área preservada. >>>


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