Por: Patricia Oliveira
O potencial para a geração de energia eólica no Brasil, hoje estimado em 143 mil megawatts (cerca de dez hidrelétricas de Itaipu), poderá dobrar com o advento de torres mais altas que as atualmente usadas. “Essa é a estimativa que vem sendo feita no mercado de energia eólica”, relata, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, após participar de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, que debateu a situação da energia eólica no País.
Segundo ele, o cálculo dos 143 mil MW foi feito levando-se em conta aerogeradores de 50 metros de altura. Porém, já estão sendo desenvolvidas torres mais altas, de 80 a 100 metros de altura. Tolmasquim explicou que, com a altura maior, é possível captar ventos fortes que sopram com maior frequência.
No ano passado, o governo realizou o primeiro leilão de energia voltado exclusivamente para as centrais eólicas. No fim de agosto deste ano, será realizado um leilão de energia dedicado a três fontes renováveis (biomassa, eólica e pequenas centrais hidrelétricas), no qual as centrais eólicas deverão predominar.
Tolmasquim afirmou que, dos 14 mil megawatts já inscritos para a disputa, 10 mil MW correspondem a projetos eólicos. “A energia eólica está se solidificando no País”, afirmou, lembrando que hoje o Estado de Minas Gerais já possui.
O Estado de Minas Gerais está investindo forte na energia limpa, que vem dos ventos. 
Tendo aproximadamente 40 gigawatts que corresponde a três vezes a capacidade energética da maior usina
hidrelétrica dos Pais, Itaipu, relatado por Atlas Eólico do Estado.
Realizado pela Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) e divulgado recentemente, o estudo foi feito a cem metros do solo, em todo o território mineiro.
No Estado de Minas Gerais foi comprovado que as regioes de maior potencial eólico coincidem com as áreas mais pobres.
“A energia eólica está se
solidificando no País”
Maurício Tolmasquim (EPE)
|