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5 minutos de entrevista com Fabíola da Silva
Por: Cesinha Augusto

Cesinha | Quanto tempo de Patins e quanto tempo de Estados Unidos?

Fabíola | Ando de Patins há 16 anos, comecei com uns 11 anos e já vivo nos Estados Unidos há 12 anos, esperei acabar o colegial pra me mudar definitivamente pois queria estar no país que é o berço dos esportes radicais.

Cesinha | Por ser mais reconhecido o esporte lá o pessoal te reconhece no supermercado, locadora de vídeo e na rua?

Fabíola | É, por ter mais pistas e locais para treinamentos e além de todos os campeonatos grandes acontecerem lá na “gringa” o pessoal reconhece e admira. Agora esta voltando, pois deu uma caída por causa da crise.

Cesinha | E os vídeos, com todos estes sites de vídeo ex.(you tube) você acha que mudou algo?

Fabíola | Muitos amigos meus estão vivendo de fazer vídeos e empresariar suas próprias produtoras e marcas de Patins pois não há muitos campeonatos acontecendo.

Cesinha | Atualmente qual cidade dos Estados Unidos você mora?

Fabíola | Estou em Costa Mesa, fica entre San Diego e Los Angeles. Aonde tudo acontece.

Cesinha | Gostaria que você falasse pra gente do seu personagem de Vídeo Game?

Fabíola
| O jogo há uns seis anos começou a ser desenvolvido nos Estados Unidos, mas a empresa faliu; ai uma empresa européia comprou os direitos do jogo desenvolveu e lançou o jogo na Europa chamado Rolling.

Cesinha | Como fica tão perfeito, parece até um filme?

Fabíola| Na época era tirado tudo de vídeo, eles filmavam a gente andando e transformava em linguagem de computador depois colocavam as rampas, escadas, ruas etc. Hoje eles fazem a captação dos movimentos através de eletrodos colados ao seu corpo.

Cesinha | Quais modalidades você está competindo hoje em dia?

Fabíola | No começo eu só treinava no Half (pista em forma de U) e quando comecei a viajar pra fora do Brasil existia o Street (a modalidade de rua) então comecei a me dedicar e competir nas duas modalidades. Pra mim uma completa a outra e vice versa.

Cesinha | Como foi a questão de você começar a competir na categoria masculina?

Fabíola | No começo tinha a categoria feminina mas como todo esporte radical o Patins deu uma caída e de repente sobraram apenas algumas meninas e para a televisão não funciona então a Associação Americana propôs abrir para as meninas a categoria masculina. Pelo contrário do que eles achavam muitas atletas acharam a medida um absurdo e acabaram desistindo sobrando apenas eu e a Yume Kawasaki.
No começo fiquei chateada mas desde pequena sempre fui muito competitiva e pensei vou tentar, nunca se sabe. E deu certo pois subi ao pódio varias vezes.

Cesinha | Qual a diferença entre o Patins de rampa e o Patins para andar na rua ?

Fabíola
| O Patins in line de rampa eu uso com as oito rodas no par e no in line pra andar na rua você pode usar apenas duas em cada pé.

Cesinha | Fabíola pra encerrar gostaria que você falasse dos projetos sociais que você realiza na América, e da pra implantar aqui no Brasil?

Fabíola
| Na verdade é uma campanha contra o tabagismo, sedentarismo e os benefícios do leite. Durante dois meses eu e atletas de Skate e Bike percorremos alguns estados com uma estrutura de rampas para nos apresentarmos e dar palestras sobre a importância do esporte e os males do tabagismo. E tenho certeza que daria muito certo aqui no Brasil e criaria novos ídolos para as crianças.


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