Historia do Surf no Brasil
com a família Salazar
Por: Kelly Garcino
Como começou a história do surf no Brasil
Em 1938 começou a história do surf no Brasil, com as primeiras pranchas chamadas de “tábua havaiana” que foram trazidas por turistas.
Segundo uma revista americana, a primeira prancha brasileira foi feita por um Paulista chamado Osmar Gonçalves, João Roberto e Júlio Putz, que usavam madeiras tipo 80 Kg e media 3,6m.
Osmar e Jua surfaram por vários anos, em Santos e no Guarujá. O pioneirismo desses jovens só foi descoberto 50 anos mais tarde. Esse reconhecimento acabou vindo em forma de homenagens, entrevistas e, sobretudo, admiração dos surfistas que os reconheceram como Pioneiros do Surf no Brasil.
No ano de 1963 veio as pranchas de isopor com lixas grossa presa em uma madeira, shapeada por George Bally e Arduíno Colossant.
Nos anos 70 o surf explodiu e virou mania, shapear a própria prancha era algo que tinha que ter estilo e ser artista, aí que surgiram então muitos nomes: No Rio, Bocão e Betão, Pepê Lopes e Jorge Pritman, Lype Dylong, Daniel Friedman, Ricardo Bravo, e mais tarde Heinrich Reinhard, Heitor Fernandes, Italo Marcelo, Gustavo Kronig e Victor Vasconcelos. Entre outros. Em SP, Guto Navarro (Maui) Eduardo Argento (Twin), Brito (Moby), Flávio La Barre. Longarina, Paulo Rabello, Pascoal, Jorge Português, Jorge Limoeiro, e mais tarde Almir Salazar, entre outros.
O nadador olímpico americano Tom Blake tinha como ídolo Duke Kahanamoku, o pai do Surf Moderno. Acabaram companheiros em competições, tornaram-se amigos e com isso, Tom começou a surfar. Mas o interesse de Tom pelo mar ia além. Com uma mente criativa, e muito preocupado com segurança, foi um dos maiores inventores de dispositivos para nadadores, salva-vidas e surfistas. Entre outras coisas, colocou uma quilha em uma prancha para aumentar a estabilidade, criou bóias de salvamento, e inventou um modelo de prancha oca, mais leve, utilizada por muitos anos por surfistas e salva-vidas.
A Gangster foi mais profunda na historia e entrevistou o Pai de Almir Salazar, Picuruta Salazar e Lequinho Salazar (em memória), senhor Alexandre Salazar 76 anos, uma pessoa muito especial e simpática, que tem orgulho de sua família Salazar.
A Gangster pergunta como descobriu a Guarda do Embáu ? “Eu Almir e Picuruta chegamos na Guarda pela primeira vez para um treinamento e participamos de um campeonato concorrendo, um carro (pampa) premio extraordinário e ganhamos o campeonato de 84 na praia da Joaquina, SC.”conta, Sr.Alexandre.
Hoje se encontra 25 anos morando na Guarda do Embáu lugar mágico, praia muita onda e uma natureza de dar inveja, “tenho muitas lembranças da minha cidade de Santos tive uma esposa maravilhosa e 3 filhos, mas tudo o que consegui foi em Santos S.P com ajuda dos meus filhos a Guarda é um complemento na minha vida.”
Os surfistas na época tinham dificuldades com o esporte surf ware porque era muito marginalizado e quem era surfista e tinha cabelos compridos parafinados sofriam preconceitos como mal elemento, mas a família Salazar conquistou e venceu todos os obstáculo o surf esta na veia desta família.
“Existe um elo muito grande com meus filhos mesmo que eles estão longe para mim parecem que estão aqui do meu lado”conclui Sr. Alexandre.
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